sexta-feira, 17 de abril de 2009

intravenoso


'pelos trajes surrados e pelas mãos cadavéricas, sujas de tinta - de pena - via-se que o homem notívago a minha frente tratava-se de um romântico. daqueles que varavam noites a poetizar frente a uma garrafa de absinto. esses quais a única motivacão era sua amada e, por ela, seu platônico amor. no entanto, lá estava ele a me encarar com aqueles olhos fundos e cansados. fui atraida, porém, pelo brilho que transparecia daquelas maltratadas cavidades. podia sentir o desejo devasso e apaixonado que deles eram exalado. o salão já não se fazia mais um empecilho para nós quando ele empunhou minha mão de maneira abrupta e mostrou seus dentes amarelados e tortos na perfeita composição que se fazia aquele sorriso. o mais maravilhoso que eu já vira. um suspiro e o uso de palavras não se fez necessário para ambos entender-mos o que aquilo significava.'




aulas de romantismo me despertam ânsia criativa - lê-se vontade aleatória de escrever negritudes- ZOMG ~

engraçado, voltei a fazer duas coisas que eu não fazia a muito tempo; desenhar e escrever. qecoisaneh :B

y = x² - x - 2

equação da reta que, na verdade forma uma parábola. essa, corta o plano cartesiano no eixo das abscissas em 2 e -1 e no eixo das ordenadas em -2.
como me simpatizo com as exatas. cálculos e mais cálculos que necessitam apenas de um leve primeiro esforço - interpretação - para depois se desenvolverem numa fluidez quase semelhante a uma coreografia que se faz com o lápis, onde as mãos desenham os números em resposta a estímulos nervosos referentes aos resultados das operações que, pelo cérebro - ou pela calculadora -, foram processados.
amo essa racionalidade, essa obviedade que nem sempre se faz tão óbvia, essa exatidão que trás um número tão pequeno de variavéis {como no modúlo das raizes, por exemplo}.
vai ver, minha fascinação pela complexidade das exatas - lê-se física e matemática, btw - seja devido ao desafio que elas trazem consigo e por elas serem tudo o que meu 'eu' psicológico não é, preciso.
apesar de achar que uma parábola é o exemplo per-fe-i-to de como meu 'eu' acima citado se comporta. ainda mais no caso dessa em específico, que tem seu semi-plano voltado para a parte inferior do plano cartesiano, porém, passando pelo primeiro e segundo quadrante.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

baby, I'm a fool

Sabe o que me irrita, assim, a ponto de fazer eu arrancar meus cabelos de raiva? O fato de eu precisar tanto dele para, uhm vejamos, absolutamente tudo? A ponto de ele deter controle absoluto sobre o meu humor e meus sentimentos. E eu odeio, do fundo da minha alma - se eh que ela existe - essa minha dependencia emocional. 
Mas oh, nao ache que eu o odeio por isso. JAMAIS! Como odiar a pessoa mais maravilhosa que ja habitara este universo? Alem de ele nao ter culpa alguma. O que faz com que toda essa minha ira esteja direcionada a uma so pessoa, eu. Por me deixar ser tao influenciada por um sorriso, uma risada, um resmungo e ate, porque nao, uma fungada dele. 
Eu nao queria precisar dele sempre para poder sorrir ou ate mesmo chorar, mesmo sabendo que ele eh o unico que me da motivos para tal e o unico que realmente exerce alguma influencia sobre meus sentimentos ou sobre minha vida. Queria ser independente a ponto do meu humor nao variar de acordo com o dele, para que eu pudesse sentir o que eu estivesse sentindo. 
Nao me entenda mal. Eu amo viver por ele, com ele. Mas seria bom saber que sem ele conseguiria viver. Nao que eu queira, apenas seria bom saber. 
a fool who thinks it is cool to fall in love